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Como é o contrato de trabalho para diretor executivo?

Contrato de trabalho para diretor executivo sendo passado de uma mão para outra.

Você sabe o que deve constar em um contrato de trabalho para diretor executivo? Esse profissional desempenha um papel estratégico para o sucesso de qualquer empresa.

Sendo responsável por decisões importantes e pela condução dos negócios, o diretor executivo precisa ter suas funções, responsabilidades e direitos claramente definidos.

O contrato de trabalho para diretor executivo é um documento fundamental para garantir a segurança jurídica tanto da empresa quanto do profissional, definindo as atribuições de cada parte.

Entender essas nuances é essencial para proteger o patrimônio da empresa e atrair os melhores talentos para a liderança. Saiba como funciona um contrato de trabalho para diretor executivo!

O que é um contrato de trabalho para diretor executivo?

O contrato de trabalho para diretor executivo é um acordo formal que estabelece as bases da relação entre a empresa e seu alto executivo. Ele define as responsabilidades, a remuneração, os benefícios e outros aspectos importantes da contratação.

Existem dois modelos principais para esse tipo de acordo:

  • Contrato CLT: o diretor é contratado como um empregado, com todos os direitos e deveres previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias, 13º salário, FGTS etc. Oferece maior segurança jurídica e acesso aos benefícios trabalhistas, mas pode gerar maiores custos para a empresa.
  • Contrato de prestação de serviços: o diretor atua como prestador de serviços autônomo, com maior flexibilidade e autonomia. Esse modelo geralmente implica em menor custo trabalhista para a empresa, mas exige atenção redobrada à legislação para evitar vínculo empregatício.

A escolha do modelo ideal depende das necessidades e objetivos de cada empresa. É fundamental analisar fatores como o grau de subordinação, a forma de remuneração e as responsabilidades do cargo.

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Como é o contrato de trabalho para diretor executivo?

Os contratos de diretores executivos frequentemente trazem cláusulas específicas que vão além do simples vínculo empregatício. Essas disposições têm o objetivo de estabelecer uma relação transparente e equilibrada entre a empresa e o executivo, proteger os interesses corporativos e garantir um alinhamento claro de expectativas.

Metas e indicadores de performance

Uma das cláusulas essenciais refere-se às metas e indicadores de performance. Esses critérios são detalhados para definir, de forma objetiva e mensurável, os resultados esperados do executivo. Com isso, ambas as partes conseguem maior previsibilidade e clareza sobre as entregas esperadas, o que não só facilita a avaliação de desempenho, mas também reforça a cultura orientada a resultados dentro da organização.

Confidencialidade

A cláusula de confidencialidade é importante para a proteção de informações estratégicas. Ela cobre desde dados financeiros sensíveis até segredos comerciais e planos de negócio inovadores. Ao assinar essa cláusula, o executivo se compromete a preservar a integridade dessas informações, tanto durante a vigência do contrato quanto após seu encerramento, evitando qualquer tipo de exposição que possa comprometer a competitividade da empresa.

Não concorrência

Para proteger a posição de mercado da empresa, muitos contratos incluem uma cláusula de não concorrência. Essa disposição limita a possibilidade de o executivo atuar em empresas concorrentes ou iniciar negócios semelhantes por um período determinado após o término do contrato. Essa medida é uma forma de assegurar que o conhecimento estratégico adquirido dentro da empresa não se transforme em uma vantagem competitiva para concorrentes.

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Aspectos jurídicos e trabalhistas do contrato

No Brasil, os contratos de diretores executivos seguem um arcabouço jurídico abrangente, que envolve a Consolidação das Leis do Trabalho, o Código Civil, a Lei das Sociedades Anônimas (LSA) e legislações específicas, como a LGPD e a Lei Anticorrupção. 

Com tantas normas em jogo, uma estrutura contratual clara e detalhada é fundamental para proteger tanto a empresa quanto o executivo. A seguir, destacamos os principais critérios e exigências para cada modelo:

CLT

Embora tradicionalmente associada a funções operacionais, a CLT também se aplica a cargos de alto escalão, com algumas peculiaridades:

  • Artigos 3º e 442: definem empregado e empregador, permitindo a vinculação formal de diretores executivos como empregados, desde que presentes os requisitos básicos de subordinação, habitualidade e remuneração.
  • Artigo 444: possibilita ajustes contratuais específicos para gestores, desde que estejam formalizados e compatíveis com as responsabilidades da função.
  • Artigo 62, II: exclui diretores de controle de jornada, dada a natureza estratégica e a autonomia inerente ao cargo.

A contratação pela CLT garante segurança jurídica, mas impõe custos trabalhistas adicionais à empresa, como encargos previdenciários e pagamento de verbas rescisórias.

Código Civil

Para contratações sem vínculo empregatício, são aplicadas as regras do Código Civil:

  • Artigos 186 e 927: estabelecem a responsabilidade civil do diretor por atos ilícitos cometidos durante o exercício de suas funções, incluindo a reparação de danos causados a terceiros.
  • Artigos 1.015 a 1.053: tratam do mandato empresarial, conferindo ao diretor poderes para representar a empresa em suas relações comerciais.

O modelo contratual baseado no Código Civil é flexível, mas exige uma delimitação clara das atribuições e limites de atuação para mitigar riscos legais.

Lei das Sociedades Anônimas

Para empresas organizadas como sociedades anônimas, a LSA estabelece regras específicas:

  • Artigos 151 a 160: definem as competências e responsabilidades dos diretores, incluindo a representação da empresa, convocação de assembleias e prestação de contas aos acionistas.
  • Artigo 154: permite a remuneração variável atrelada ao desempenho corporativo, um incentivo comum em contratos de executivos de alto escalão.

A LSA reforça a necessidade de cláusulas claras sobre metas de desempenho e prestação de contas para garantir a transparência e proteger os interesses dos acionistas.

Normas específicas

Além das legislações gerais, diretores executivos estão sujeitos a outras normativas:

  • LGPD: exige a adoção de medidas para proteção de dados pessoais, com responsabilidades diretas em caso de violações.
  • Lei Anticorrupção: responsabiliza os diretores por atos ilícitos praticados em nome da empresa, com sanções que vão desde multas até restrições comerciais.

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Seguro D&O: o que é e por que contratar?

O Seguro D&O (Directors and Officers) é fundamental para empresas e seus diretores executivos, pois oferece cobertura contra ações judiciais e custos relacionados a decisões tomadas no exercício da função desses profissionais. 

A cobertura abrange erros de gestão, como negligência e omissões, além de violações de deveres, como o descumprimento de leis, estatutos e normas. 

O seguro também protege diretores executivos contra acusações de má gestão, incluindo corrupção, fraude e atos ilícitos, além de proteção financeira contra litígios e custos de defesa. 

O Seguro D&O também beneficia as empresas, uma vez que o seguro contribui para a atração e retenção de talentos e reforça o perfil da governança corporativa. 

Como elaborar um contrato para diretores executivos?

A elaboração de um contrato de trabalho para diretor executivo é importante para garantir uma relação clara, segura e alinhada com os interesses da empresa. Um acordo bem estruturado protege ambas as partes e minimiza riscos jurídicos. 

Para ajudar nesse processo, veja como o contrato para diretores executivos deve ser elaborado:

  1. Consulte especialistas: advogados especializados em direito societário e trabalhista são essenciais para garantir a legalidade e adequação do contrato.
  2. Personalize as cláusulas: adapte o contrato às necessidades específicas da empresa, do cargo e do setor de atuação.
  3. Inclua a cobertura de riscos: preveja cláusulas que protejam a empresa e o diretor de eventuais litígios, incluindo a contratação do Seguro D&O.
  4. Revise cuidadosamente: analise cada cláusula para evitar ambiguidades e garantir a conformidade com a legislação.
  5. Alinhe as expectativas: promova uma comunicação clara e transparente entre a empresa e o diretor, esclarecendo dúvidas e definindo objetivos em comum.

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Garanta segurança e transparência

Um contrato de trabalho bem estruturado é essencial para proteger os interesses da empresa e do diretor executivo, garantindo uma relação profissional transparente e segura. 

A inclusão do Seguro D&O demonstra preocupação com a boa governança e valorização do profissional, tornando-se um diferencial competitivo na atração e retenção de talentos.

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